Que horas são?

domingo, 11 de maio de 2014

"A Revolução da Atenção"







"Não importa quão ocupados possamos estar, ou pensemos estar, ninguém nos paga o suficiente para se dar ao luxo de demandar nossos recursos mentais, todos os momentos do dia. 

Até mesmo durante o trabalho podemos dedicar quinze segundos aqui e sessenta segundos ali para equilibrar nossa atenção, concentrando-nos em nossa respiração. Podemos deixar nossos olhos abertos e nos sentarmos calmamente por alguns instantes, sem chamar a atenção. 

Podemos fazer isso em nosso local de trabalho, enquanto estamos na fila do banco, ou esperando o ônibus. Existem muitas breves ocasiões, desde que nos levantamos pela manhã até quando vamos dormir à noite, onde podemos “salvar o nosso dia” com uma “pitada” de atenção plena à respiração. 

Cada vez que fazemos isso, podemos sentir imediatamente o efeito revigorante em nossos corpos e em nossas mentes. Dessa forma, podemos começar a integrar a qualidade da percepção, que cultivamos durante a meditação, com a percepção que trazemos para nossas atividades no mundo durante o dia."



Alan Wallace | "A Revolução da Atenção" (tradução de Jeanne Pilli)  



                                                 (e eu vejo, assim...)




"Não vemos as coisas como são. Vemos as coisas como somos." 


                                                                                                                      Anaïs Nin


 



"O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. O oposto da arte não é a feiúra, é a indiferença. O oposto da fé não é a heresia, é a indiferença. E o oposto da vida não é a morte, é a indiferença"

                                                                            Elie Wiesel


E eu digo:

E de indiferença em indiferença, constrói-se o fim de algumas relações.  A indiferença é egoista, não vê o outro, e, se o seu status quo está perfeito, dane-se os que os rodeiam. Indiferença para as necessidades físicas do outro, para as necessidades emocionais, para os pedidos de ajuda e verdade nas palavras. Indiferença para tratar com elegância aquilo que não queremos mais. Não há generosidade na indiferença, por óbvio. É apenas a gélida indiferença que toma a dianteira e tenta se travestir de outras coisas, mas nunca será. Será apenas  a indiferença. Reconheça-a, imediatamente, e aprenda a lição: não a acolha. Rejeite! 

Rodeie-se de pessoas interessadas na sua vida, nas suas emoções e problemas, de pessoas dispostas as concorrer para que as coisas dêem certo e ganhemos, todos, um tantinho de felicidade. Rodeie-se de pessoas que  costumam querer saber da tua vida, para acrescentar uma cor nova, um som novo, um sorriso, um abraço que acolhe, quem sabe até, um novo brilho no olhar.


sexta-feira, 9 de maio de 2014





Meus lábios dizem as melhores palavras vindas do meu coração. Entre eles, há um filtro poderoso que impede que as intensidades cheguem, antes de achar o verdadeiro sentido das coisas. Nem tudo que é bom deve ser dito, sem que possamos bancar as consequências das palavras. Maceradas, filtradas e escolhidas podem, então, ser ditas, com o encanto que ganharam, no coração.  Nem um pouco, antes, nem um décimo, depois. Na hora precisa. Cultivar a palavra é a arte que persigo.







O Tempo é uma delicadeza que oferecemos ao outro.



                                                                                  (pequenas conclusões, no caminho da Vida)






                                     Café da Livraria Cultura, em São Paulo



 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Beethoven - Symphony No.9




Pelo espetáculo da organização impecável dos japoneses. Dez mil pessoas, cantam, lindamente. Nem uma nota fora do tom. Arrepiante!






10000 Japans sing the ending choir of Symphony No. 9 by Ludwig van Beethoven.
Ode to joy - Freude schöner Götterfunken (Schlusschor)



"Na relação com o outro precisamos nos dizer com

quais lacunas conseguimos conviver."


                           Livia Garcia Roza