Criado para usar em 1927 ou em 2013. Chanel, desde sempre.
Chanel, 1927
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
"O tempo é como o rio Onde banhei o cabelo De minha amada Água limpa Que não volta Como não volta aquela antiga madrugada
Meu amor, passaram as flores E o brilho das estrelas passou No fundo de teus olhos Cheios de sombra, meu amor
Mas o tempo é como um rio Que caminha para o mar Passa, como passa o passarinho Passa o vento e o desespero Passa como passa a agonia Passa a noite, passa o dia Mesmo o dia derradeiro Ah, todo o tempo há de passar Como passa a mão e o rio Que lavaram teu cabelo
Meu amor não tenhas medo Me dê a mão e o coração, me dê Quem vive, luta partindo Para um tempo de alegria Que a dor de nosso tempo É o caminho Para a manhã que em seus olhos se anuncia Apesar de tanta sombra, apesar de tanto medo Apesar de tanta sombra, apesar de tanto medo"
Composição : Capinan / Edu Lobo
A dança das magnólias
Photography by Ellen Hewitt.
domingo, 22 de setembro de 2013
Canção da primavera PARA ERICO VERISSIMO "Primavera cruza o rio Cruza o sonho que tu sonhas. Na cidade adormecida Primavera vem chegando. Catavento enlouqueceu, Ficou girando, girando. Em torno do catavento Dancemos todos em bando. Dancemos todos, dancemos, Amadas, Mortos, Amigos, Dancemos todos até Não mais saber-se o motivo... Até que as paineiras tenham Por sobre os muros florido!"
Mario Quintana
"Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo.
Quero pôr o bonito numa caixa com chave
para abrir de vez em quando e olhar.(...)"
Adélia Prado
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
"Manter a postura de um corpo, preservar a compostura de um rosto, primeiros passos no caminho para a sobrevivência. A dor da perda está aprisionada entre as barras de aço da aparência externa. Dilacerando músculos e ossos freneticamente, e impossibilitada de fugir, inflige ferimentos de ação prolongada. Ferimentos internos que serão levados para o túmulo e que nenhuma autópsia será capaz de revelar. Lentamente, a dor se cansa e adormece, mas nunca morre. Com o passar do tempo, vai se habituando à sua prisão e um relacionamento de respeito se estabelece entre prisioneiro e carcereiro. (...) Agora a batalha de Ingrid era com a dor da perda. E embora a dor, no final, acabasse vencendo, ela continuaria a viver, o que não é insignificante."
(Josephine Hart in: Perdas e danos. Ed. BestBolso, p. 186-187)