Que horas são?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

                                   





                                                





"O tempo é como o rio
Onde banhei o cabelo
De minha amada
Água limpa
Que não volta
Como não volta aquela antiga madrugada

Meu amor, passaram as flores
E o brilho das estrelas passou
No fundo de teus olhos
Cheios de sombra, meu amor

Mas o tempo é como um rio
Que caminha para o mar
Passa, como passa o passarinho
Passa o vento e o desespero
Passa como passa a agonia
Passa a noite, passa o dia
Mesmo o dia derradeiro
Ah, todo o tempo há de passar
Como passa a mão e o rio
Que lavaram teu cabelo

Meu amor não tenhas medo
Me dê a mão e o coração, me dê
Quem vive, luta partindo
Para um tempo de alegria
Que a dor de nosso tempo
É o caminho
Para a manhã que em seus olhos se anuncia
Apesar de tanta sombra, apesar de tanto medo
Apesar de tanta sombra, apesar de tanto medo"



Composição : Capinan / Edu Lobo






                                   A dança das magnólias



Photography by Ellen Hewitt.





domingo, 22 de setembro de 2013






Canção da primavera


PARA ERICO VERISSIMO




"Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.

Catavento enlouqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo...

Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!"


Mario Quintana







"Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo.
Quero pôr o bonito numa caixa com chave
para abrir de vez em quando e olhar.(...)"


Adélia Prado




                                         




sexta-feira, 20 de setembro de 2013









"Manter a postura de um corpo, preservar  a compostura de um rosto, primeiros passos no caminho para a sobrevivência. A dor da perda está aprisionada entre as barras de aço da aparência externa. Dilacerando músculos e ossos freneticamente, e impossibilitada de fugir, inflige ferimentos de ação prolongada. Ferimentos internos que serão levados para o túmulo e que nenhuma autópsia será capaz de revelar. Lentamente, a dor se cansa e adormece, mas nunca morre. Com o passar do tempo, vai se habituando à sua prisão e um relacionamento de respeito se estabelece entre prisioneiro e carcereiro. (...) Agora a batalha de Ingrid era com a dor da perda. E embora a dor, no final, acabasse vencendo, ela continuaria a viver, o que não é insignificante."



(Josephine Hart in: Perdas e danos. Ed. BestBolso, p. 186-187)










sexta-feira, 13 de setembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

Amor nos Tempos Digitais





Debatedores: Jorge Forbes e Xico Sá



Jorge Forbes é psicanalista e médico psiquiatra, em São Paulo. Doutor em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Mestre em Psicanálise pela Universidade Paris VIII. Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo - USP - Faculdade de Medicina (Neurologia). A.M.E. - Analista Membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Escola Europeia de Psicanálise. Membro da Associação Mundial de Psicanálise - AMP.




Xico Sá é jornalista, roteirista e escritor. Publicou vários livros e mantém um blog no jornal Folha de São Paulo.


(no caminho para a casa da minha mãe)





Brisa leve a indicar mudança na estação, sol que ilumina os dias de um novo ciclo. Verdades que se consolidam nos corações e pedem passagem exclusiva, partituras de uma música que ouvimos há tempos...Sinais de que a Vida se renova até quando escolhemos um caminho já percorrido, porque a paisagem só muda quando aperfeiçoamos o olhar.