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sexta-feira, 26 de julho de 2013

POR QUE ME CHAMO ANA MARIA?


Gosto muito da história do meu nome. Minha mãe conta que já havia escolhido um nome, com bastante antecedência: SILVANA! Na noite anterior ao meu nascimento, ela sonhou com Santa Ana que lhe entregava um bebê, dizendo: "Toma! Esta é a tua Ana Maria!" Emocionada e feliz, não teve dúvidas para mudar. Nasci, duplamente, abençoada. Por minha mãe e por Santa Ana. Um privilégio que agradeço, todos os dias.




"Sabe-se muito pouco sobre Santa Ana. Sabe-se que esta era mãe de Maria de Nazaré, esposa de São Joaquim e Avó de Jesus. Sabe-se também que esta teria após o nascimento da Virgem Maria tido mais uma ou duas filhas, pois Deus liberara após Joaquim ter ficado 40 dias no deserto. O nome dessas filhas são: Maria Salomé e Maria de Cleofas. Além da religião católica os antigos celtas e druidas atribuem a sua existência a Deusa Danu ou Anu, na Irlanda, a qual seria o seu sincretismo como Santa Ana ou também Santa Brígida."

(fonte Wikipédia)


Mais informações, aqui:

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Jean Pimentel/Agencia RBS em Caçapava do Sul/RS


                                 Ave-te, árvore!


                            (perfume é quase um sexto sentido quando misturado à pele)




DOMÍNIO



"Não deixo que nada
me domine 
Nem que a vasta secura
me adormeça

nem que a vela
me apague nos sentidos
a febre a que a boca
não se entrega

Não deixo nem que deixes
tuas armas
Que o desejo do meu corpo
se entorpeça

nem que a vara
se quebre na saudade
Nadando contra aquilo
que me vença" 



Maria Teresa Horta





quarta-feira, 24 de julho de 2013





"faz frio - tanto
que a palavra treme
verso nem prosa
nada 
que a aqueça
palavras frias 
morram
sufocadas no peito
[meu canto espera]"


Nydia Bonetti 



segunda-feira, 22 de julho de 2013





“Não gosto de nada que é raso, de água pela canela. Ou eu mergulho até encontrar o reino submerso de Atlântida, ou fico à margem, espiando de fora.” 


Martha Medeiros




                         A estética do frio.




sexta-feira, 12 de julho de 2013

Pablo Neruda nasceu em 12 de julho de 1904




TU ÉS EM MIM PROFUNDA PRIMAVERA





"O sabor da tua boca e a cor da tua pele, 
pele, boca, fruta minha destes dias velozes, 
diz-me, sempre estiveram contigo 
por anos e viagens e por luas e sóis 
e terra e pranto e chuva e alegria, 
ou só agora, só agora 
brotam das tuas raízes 
como a água que à terra seca traz 
germinações de mim desconhecidas 
ou aos lábios do cântaro esquecido 
na água chega o sabor da terra? 

Não sei, não mo digas, tu não sabes. 
Ninguém sabe estas coisas. 
Mas, aproximando os meus sentidos todos 
da luz da tua pele, desapareces, 
fundes-te como o ácido 
aroma dum fruto 
e o calor dum caminho, 
o cheiro do milho debulhado, 
a madressilva da tarde pura, 
os nomes da terra poeirenta, 
o infinito perfume da pátria: 
magnólia e matagal, sangue e farinha, 
galope de cavalos, 
a lua poeirenta das aldeias, 
o pão recém-nascido: 
ai, tudo o que há na tua pele volta à minha boca, 
volta ao meu coração, volta ao meu corpo, 
e volto a ser contigo a terra que tu és: 
tu és em mim profunda primavera: 
volto a saber em ti como germino. "

Pablo Neruda, in "Os Versos do Capitão"