Que horas são?

terça-feira, 28 de maio de 2013


LÍDIA  JORGE



(com Patrícia Reis, Inês Pedrosa e Rui Zink.)



"A fala não é apenas o perfume da alma, é a flor da própria alma."

                                                                                                                          Lídia Jorge
                                                                         in"Combateremos a Sombra"





Ouvi, atentamente, cada palavra da escritora Lídia Jorge, no IEL (Instituto Estadual do Livro/RS), no encontro Vozes da Literatura Portuguesa, ao fim da tarde do dia 23 de maio, aqui em Porto Alegre.
Pode-se afirmar que Lídia é uma compositora de sinfonias entre os personagens dos seus livros. A narrativa nos transporta para o universo de cada um deles, com uma riqueza impressionante de detalhes. Somos enlaçados pelas palavras e convidados a passear por referências culturais e cenários diversos.
Pessoalmente, encontramos uma mulher bonita, extremamente elegante, também no trato com as pessoas. Diante dela, silenciamos para ouvir, mas ela inverte a situação e faz perguntas sobre a cidade, sobre os livros que estamos lendo e, num minuto ela é a ouvinte.
Ao fim de duas horas de encontro, ela atende, pacientemente, a todos que a procuram. E com uma simplicidade que encanta, conversa, enquanto autografa seus livros.
Foram momentos únicos, inesquecíveis para quem lá estava. Tenho certeza de que aprendemos para além de um curso de literatura.
Apre(e)ndemos, Lídia Jorge.







"Quando se tem histórias dentro da cabeça, sai-se para a rua e encontram-se duas, volta-se para casa e acham-se três, e se por uma certa noite de Primavera, se sai para jantar à luz das velas, encontra-se uma cena, tão poderosa, que uma pessoa não pode deixar de contá-la. (...)"


(Extraído da crônica "Piano Bar", Lídia Jorge)









"O futuro não precisa de manter a palavra cultura em itálico, e de entre os seus múltiplos sentidos, terá de privilegiar aqueles que fazem dos cidadãos pessoas livres."

                                                                                                                          Lídia Jorge
      in,"Contrato Sentimental",2009,Sextante


                                                                                                                                        







(o autógrafo em um dos seus livros)
                                 









(minha indisfarçável alegria por estar ali, com ela)






Os livros autografado
s









Para ouvir:
Georges Moustaki, que há poucos dias foi cantar em outros planos.









segunda-feira, 27 de maio de 2013








"Cometi o pior dos pecados que um homem pode cometer, não fui feliz"

(Jorge Luís Borges)



Esforço diário para jamais cometer este pecado! Rio de mim mesma, invento alegrias, mergulho fundo nas situações todas, visceralizo tudo (dizem!). Não tenho arrependimentos, digo o que sinto, acredito nas pessoas e levo tombos terríveis por conta disto, mas já aprendi a levantar. Não uso máscaras nem maquiagem, prefiro a leveza da alma e a transparência dos sentimentos. Para as minhas angústias e dores, o meu canto, a minha alquimia.  Brinco como criança, choro feito gente grande, fico vermelha por timidez, falo pelos cotovelos, leio tudo, escrevo muito, meu coração tem nome e sobrenome. Dispenso rodeios, protocolos, evasivas e mensagens de duplo sentido. Sou péssima para decifrar silêncios, porque  costumo creditar a mim o erro de interpretação.    Simplicidade, gentileza e delicadeza me encantam.
Para a vida, coragem; para o amor, verdade.
E, para todo o resto, o Divino que protege a todos nós.




domingo, 26 de maio de 2013



                              RUI   ZINK


                                 (Patrícia Reis, Lídia Jorge, Inês Pedrosa, RUI ZINK)


O Amor Nunca Salva, mas alguém Tem uma Ideia Melhor?


"Descobri, um pouco tarde, que afinal todos os meus livros são histórias de amor. Só que as daninhas estavam tão bem disfarçadas que eu próprio não tinha reparado. Às vezes, amo entre duas pessoas, outras de amor entre uma pessoa e uma ideia. Idalina enamora-se por «uma dança sem música». Sam Espinosa apaixona-se por uma mulher uns anitos mais velha (duzentos, coisa pouca), Greg quase é salvo da perdição por uma sósia de Angelina Jolie. O amor está no ar e também, como diria um poeta, o amor está no mar. O amor não salva, nunca salva, mas alguém tem uma ideia melhor? 
Tão sensacional descoberta levou-me a cogitar no seguinte: e qual será a melhor forma de amar? Carente de modelos reais na vida humana, decidi procurá-los na natureza. Com a ajuda da televisão, claro, Canal Odisseia, National Geographic, Canal Panda, essas coisas. Pode-se lá chegar à natureza, nos dias que correm, senão pela televisão! Três rolos modelos logo me saltaram à vista: o Amor do Louva-a-deus; o Amor do Cisne; o Amor do Urso Polar. 
Após alguma esmiuçação, concluí que qualquer um me parece bem, e tem as suas vantagens e desvantagens. 
No romance do louva-a-deus, a fêmea devora o macho depois da cópula. É natural, toda a gente sabe que a gravidez estimula o apetite. E seria bem pior se ela o devorasse antes da consumação. 
O cisne acasala para a vida. É bonito. Lembra certos parzinhos que encontramos sobretudo na noite boémia, muito perfeitos, muito encapsulados, o mundo é deles, o mundo são eles. Gosto, mas como nunca experimentei sinto-me sempre um bocadinho do outro lado da vitrina, a definhar de inveja. 
Pronto, confesso. O que, esse sim, me toca profundamente é o amor do urso polar. É esquivo, dura pouco – pelo menos a parte do encontro. Urso polar e ursa polar namoram e acasalam brevemente, e logo se apartam, cada um para seu lado, para todo o sempre, a fêmea talvez com uma cria, o macho continuando a sua caminhada, glaciares fora, de nenhures em direcção a nenhures. 
Vai solitário e triste, o nosso urso? Talvez. Eu gosto de pensar que vai de coração cheio, e que a brevidade do encontro é compensada pela intensidade da memória. Tanto quanto sei, não há ursos com Alzheimer." 




Rui Zink, in "O Amante é Sempre o Último a Saber"

               *****************************

RUI ZINK é daquelas pessoas que queremos ficar ouvindo por horas. É divertido, sarcástico,envolvente com a palavra. Durante o encontro de escritores portugueses que aconteceu no IEL - Instituto Estadual do Livro do RS,leu textos de um dos seus livros "A Instalação do Medo", contou-nos sobre seu processo de escrita e, ainda partilhou conosco um poema que fez aqui no Brasil,no carro que os transportava para o aeroporto, em meio a um trânsito que o fazia pensar não chegariam a tempo para embarcar para Porto Alegre. Um poema divertido! 
Infelizmente, não filmei como deveria, mas os vídeos que posto aqui são para mostrar um tantinho daqueles momentos no IEL.


(sobre o poema feito sob a angústia de não chegar a tempo para o voo)



(aqui o finalzinho da leitura de um trecho do seu livro "A Instalação do Medo".Com Inês Pedrosa)


  




(com José Luís Peixoto)
               



 
                        
                     (as anotações)




               
                      (Rui Zink e eu )




                
                    ( o meu autógrafo )



                      

                  (a leitora e o autor)
                



 Rui Zink para ouvir e apr(e)ender

                                           




sexta-feira, 24 de maio de 2013

Patrícia Reis


                      


Patrícia Reis é uma mulher bonita, magra, loira, traços delicados e muito elegante.  Tem uma simplicidade que aproxima. Ouvi Patrícia ler o trecho de um de seus livros, no encontro dos escritores portugueses, no IEL - Instituto Estadual do Livro/RS.


     

Ao final, fiz uma pergunta dirigida ao José Luís Peixoto e a ela sobre seus livros em que, cada um, de formas diferentes, escreveu para registrar a Vida e suas passagens como legado aos filhos. Patrícia disse: "A coisa mais importante na Vida é a amizade." esta foi a mensagem que quis passar.
“Procura alguém que saiba mais do que tu. Não te limites a receber. Aprende a dar. A reciprocidade é essencial.” (mãe do personagem Pedro, no seu leito de morte, p 195, do livro "Por este mundo acima", Patrícia Reis).


"A amizade é um amor transfigurador e potente. É uma arma."

                          ("Por este mundo acima", p 127)

Conversamos, rapidamente, sobre literatura,  a viagem ao Brasil e sobre filhos. É impressionante o vínculo que se forma entre as mães quando falam sobre  seus filhos. Sentem-se à vontade, identificam-se, partilham experiências. Patrícia tem filho adolescente, como eu e, mesmo morando em países diferentes, pareceu que falávamos de vizinhos, tal a semelhança entre eles. Concluímos: ser mãe dá um trabalhão, exige muito de nós, mas a recompensa é na mesma medida.
Não consegui comprar o livro dela, não encontrei na livraria, mas deu-me mais do que um autógrafo, ganhei uma mensagem de cumplicidade e afeto para guardar e (re)ler.

As fotos foram feitas pelo escritor José Luís Peixoto, que brincou de fotógrafo e com minha câmera fez registros bonitos, emoldurados pela alegria daquele momento.
Das imensidades da Vida!




 
                                              



                                         
















RETRATO  EM  PRETO E  BRANCO

by José Luís Peixoto



"Romancista, jornalista e editora das revistas Egoísta e Portfolio. Começou como jornalista n' O Independente aos dezassete anos. Passou pela revista Sábado, de que foi editora, fez um estágio em Nova Iorque na revista Time e, no regresso dos EUA, colaborou no Expresso, trabalhou nas revistas Marie Claire e Elle e nos «projectos especiais» do jornal Público. Em 1997 passou a colaborar com o atelier de Henrique Cayatte, na produção de conteúdos para a Expo' 98. Desta colaboração surgiu o Atelier 004 de que é directora e que, entre outros projectos, produz a Egoísta. Estreou-se na ficção em 2004 com o romance Cruz das Almas."
Centro de Documentação de Autores Portugueses
09/2008



quinta-feira, 23 de maio de 2013

"Vozes da Literatura Portuguesa Contemporânea"




Dentro do projeto Ano de Portugal no Brasil estão em Porto Alegre seis escritores portugueses.
 

INÊS PEDROSA  (mediadora)
LÍDIA JORGE
GASTÃO CRUZ
JOSÉ LUIZ PEIXOTO
RUY ZINK
PATRÍCIA REIS



"A literatura portuguesa contemporânea mantém a vitalidade que a tornou, desde Luís de Camões e António Vieira, uma das literaturas de referência do mundo. O grupo representa um contraste de tendências e estilos em poesia e ficção e participa de debates e leituras no auditório da Famecos/PUC, às 14h, e no Instituto Estadual do Livro (IEL), às 17h30min. 

A iniciativa é da Casa Fernando Pessoa, como explica a sua diretora, Inês Pedrosa: "Temos procurado aproximar as várias literaturas de expressão portuguesa e, em particular, estreitar laços com o Brasil. Temos realizado inúmeras maratonas de leitura e colóquios sobre os grandes clássicos da literatura brasileira e festivais literários com poetas e ficcionistas do Brasil contemporâneo. Agora, levamos ao Brasil uma seleção de poetas e romancistas que falam dos muitos Portugais que hoje existem, vertiginosamente, neste território através do qual a Europa interroga o mar e a distância”. 
(texto do blog do Instituto Estadual do Livro)


José Luís Peixoto
                   
                                   
                          






                                                     RUI ZINK
                 
                       




                                                          Rui Zink


     Para saber mais sobre Rui Zink...(clique aqui)



                        LÍDIA  JORGE





Informações sobre Lídia Jorge (clique aqui)




GASTÃO  CRUZ






                          



                Para saber sobre Gastão Cruz  (clique aqui)











               

                    




                                                   Blog da Patrícia Reis





                                                   INÊS  PEDROSA
                 









"Parecia-lhe impossível um silêncio assim sem arestas nem constrangimentos, o silêncio de dois seres que já não precisam falar para se sentirem juntos, que já não precisam de se tocar para se saberem envolvidos um com o outro até o fim da vida. O silêncio do amor - sem gargalhadas nem gritos, sem culpas nem explicações, sem embaraços nem exercícios de sedução."


Inês Pedrosa in "Os íntimos"

                               



SERVIÇO: 
O que: A novíssima literatura portuguesa 
Onde: Instituto Estadual do Livro (IEL) - Rua André Puente, 318 - Bairro Independência - Porto Alegre
Quando: dia 23 de maio de 2013, às 17 h 30 min


FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA pelo fone(51) 3314.6450 / 3314.6451
ou e-mail: iel@sedac.rs.gov.br


Na PUC 23 de maio, às 14 h
Av. Ipiranga,6681 -Bairro Partenon
Porto Alegre


quarta-feira, 22 de maio de 2013



"Pobres daqueles que roçam a vida. Deles nunca será o reino do (ar)dor."


                      Helena Britto Pereira



Quando a luz se vai...



O TEMPO



"Foste o meu passado
e serás o meu futuro
mesmo quando o futuro
já tiver acabado

O princípio e o termo
a luz e o escuro

quando o fim do presente
já tiver terminado."



Maria Teresa Horta in Poesia Reunida, p. 703




quinta-feira, 16 de maio de 2013








Sidnei Schneider é poeta, tradutor e contista. Nossos caminhos se cruzaram pelo afeto de uma amiga muito querida, Ana Cristina, quando soava o sino que anuncia os últimos minutos da Feira do Livro, em Porto Alegre. Era um dia especialíssimo pra mim, havia passado algum tempo ouvindo Mia Couto, estava em estado de encantamento, o que me autorizava- acredito fortemente - cometer uma gafe imperdoável: troquei o gênero literário do escritor. "Prazer, Sidnei. Lançaste um livro infantil, não?"  "Não!" respondeu.  Neste momento fui salva pelo sorriso amável da Ana Cristina. Espero ser perdoada pela atenuante da confissão pública.



            

                         


Sidnei relançava seu livro de contos "Andorinhas e outros enganos", com capa de Fabriano Rocha. E suas andorinhas têm voado pelos céus do estado, nos mais variados eventos de literatura.

Trouxe a resenha do livro feita por  Luiz Paulo Faccioli, 
ensaísta, escritor e crítico literário do jornal Rascunho e da Bandeirantes.



(RESENHA)



"O livro escolhido chama-se Andorinhas e outros enganos, coletânea de contos assinada pelo poeta gaúcho Sidnei Schneider, que marca sua estreia na prosa de ficção. A edição da Dahmer, uma pequena casa editorial, reservou a primeira boa surpresa  uma capa atraente, assinada por Fabriano Rocha, envolve um miolo de 112 páginas em papel pólen, com letras de bom corpo, proporcionando uma leitura confortável nada parecido com aquelas publicações em papel branco e fino, com letras pequenas e amontoadas que são um martírio para o leitor. A orelha é da Profa. Márcia Ivana de Lima e Silva (UFRGS), que faz um bonito diálogo da coletânea com os conceitos literários de Edgar Allan Poe.

Mas o melhor ainda estava por vir. O livro é composto por doze contos breves agrupados em três partes. Bastou ler as primeiras linhas do primeiro conto, Marie, a dos gansos, para eu comprovar que estava diante de um belo texto. Schneider aproveita na ficção o que desenvolveu como poeta nos três livros já publicados nesse gênero: a prosa é fluida, elegante, belamente estruturada. E aqui aproveito para citar um trecho, justamente o da abertura do livro:

Tinha vinte e três anos, um corpo de flor e alucinação, e chegou naquela tarde à praça da Vila como andava por todo lado, guiada por oito gansos e precedida pelo escarcéu que faziam. Um casal de artistas montava o palco do anunciado teatro de bonecos, As Incríveis Paixões de Zebedeu, e alguns moradores traziam as cadeiras do Salão para a assistência, mas Marie Kötzel não se deteve em cumprimentos. Aproximou-se da boca de cena pelo canto esquerdo, e porque ficou de pé com os gansos ou por estarem as cortinas acima da altura dos olhos, as famílias foram dispensando as cadeiras e ficaram como ela.

O escritor que consegue produzir um texto desta qualidade já está maduro. Mas restava saber se o poeta conseguia lidar com uma estrutura tão específica como a do conto, com desafios impostos pela brevidade, esfericidade, contenção e subtexto, que são algumas de suas características.

Pois Schneider apresenta uma desenvoltura invejável. Ele consegue manter o foco no essencial, no ritmo e no desenvolvimento seguro de suas histórias. A temática é variada, passando pelas agruras do trabalho do escritor e por flagrantes do mundo urbano e contemporâneo. Mas o melhor da coletânea são os contos em que Schneider explora histórias da colonização alemã no RS. Os movimentos que faz uma dessas famílias pelo interior do estado está retratado num conto emocionante, Os pratos, que encerra a coletânea. Os pratos alemães que trouxeram para o Brasil os antepassados dessa família eram na realidade made in England, mas ninguém se deu conta desse detalhe; eles representavam a ligação com as origens e com a cultura germânica e eram símbolo da união que não sobreviveu à vinda da família para a capital e à paulatina ruptura de seus membros com os costumes de seus ancestrais.

Descubro por fim que os doze contos foram produzidos num intervalo de quatorze anos, sendo Os pratos justamente o mais antigo é de 1995. É mais uma prova de que pressa não combina com literatura."



[Band News, 17.11.2012]










"Sidnei Schneider é poeta, tradutor e contista.

Publicou os livros "Andorinhas e outros enganos" (Dahmer, 2012, contos),

"Quichiligangues"(Dahmer, 2008, poesia),
"Plano de Navegação" (Dahmer, 1999, poesia)
"Versos Singelos/José Martí"(SBS, 1997, tradução).
Participa de "Poesia Sempre" (Biblioteca Nacional/MinC, 2001),

"Antologia do Sul(Assembléia Legislativa, 2001),

"O Melhor da Festa"(Nova Roma, 2009;
Casa Verde, 2010),

"Moradas de Orfeu" (Letras Contemporâneas, Florianópolis, 2011) e de outras dez publicações.

1º lugar no Concurso de Contos Caio Fernando Abreu, UFRGS, 2003; 
1º lugar em poesia no Concurso Talentos, UFSM, 1995, de um total de treze premiações.
Participa do projeto ArteSesc e é membro da Associação Gaúcha de Escritores."




                    

Aviso aos navegantes:


em Santa Maria  os livros do Sidnei Scheneider podem ser encontrados na Cesma, Nobel, Athena, Capsm e Sebo Café. Em Porto Alegre, na Livraria Cultura, na Palavraria e na livraria da Casa de Cultura Mario Quintana. Compras online via Livraria Cultura ou Sapere Aude.

Recomendo a leitura. Voem com as andorinhas literárias do Sidnei e, querendo, contem aqui nos comentários a sua opinião sobre o livro.