Sábado à tarde. Num dia de rotinas que rondam em círculos, olho para o céu e vejo um efêmero arco-íris, um risco de aquarela impressionista para colorir os olhos de quem se propõe a ver. Agradeci, comovida.
(cada conta uma palavra que guardei...)
"Toda a vida acreditei: amor é os dois se duplicarem em um. Mas hoje sinto: ser um é ainda muito. De mais. Ambiciono, sim, ser o múltiplo de nada. Ninguém no plural. Ninguéns."
MIA COUTO
(Renato Godá: ouça!)
"Eu sei, que o homem-bala voa, que a trapezista voa, e o tempo ainda é pior
Eu sei, que os automóveis correm, que os trens nos trilhos correm, e o tempo ainda é pior.
Porém, posso esquecer das horas, abusar da demora, pra ficar com você.
Eu sei, a vida inteira é curta, passado não tem curva, e o tempo ainda é pior.
Eu sei, os sonhos envelhecem, certezas vão embora, e o tempo ainda é pior. Porém, posso esquecer das horas, abusar da demora, pra ficar com você.
Por fim, se o Super-Homem voa, se a bailarina voa, e o tempo ainda é pior.
Eu vou, nesse compasso lento, em meio ao contratempo, sem pressa de entender.
E sim, posso esquecer das horas, abusar da demora, pra ficar com você.
Sim, posso esquecer das horas, abusar da demora, pra ficar com você."
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sexta-feira, 29 de março de 2013
“Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”é um livro escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.
Neste vídeo a dra. Ana Cláudia Arantes (geriatra especialista em cuidados paliativos do Hospital Albert Einstein) comenta a experiência dos pacientes com cada um dos cinco arrependimentos citados.
Por algum motivo, ando pensando sobre a Vida e seus desdobramentos a partir do que não fazemos dela. Casualmente, a música "O Último Dia" do Paulinho Moska me vem à cabeça, nestes dias de reflexão. Acho que nada é coincidência, tudo é sincronia, aprendizado além do que se pode medir.
Não carrego arrependimentos, sempre sou inteira nas minhas relações, ainda que não seja um caminho tranquilo, pelo menos me dá garantias de ter vivido unicamente de acordo com os ditames do meu coração e da minha alma.
E é o que desejo para todos os meus amigos: uma vida livre de arrependimentos.
Que nesta Páscoa possamos pensar sobre isto e (re)fazer caminhos, (re)encantar pessoas, (re)descobrir felicidades e (re)encontrar quem deixamos pelo caminho. Não deixe nada para um acerto de contas final, (re)nasça no outro e, principalmente, RENASÇA! Sempre é tempo!
"Meu amor O que você faria se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar Me diz o que você faria
Ia manter sua agenda De almoço, hora, apatia Ou esperar os seus amigos Na sua sala vazia
Meu amor O que você faria se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar Me diz o que você faria
Corria prum shopping center Ou para uma academia Pra se esquecer que não dá tempo Pro tempo que já se perdia
Meu amor O que você faria se só te restasse esse dia Se o mundo fosse acabar Me diz, o que você faria
Andava pelado na chuva Corria no meio da rua Entrava de roupa no mar Trepava sem camisinha
Meu amor O que você faria? O que você faria?
Abria a porta do hospício Trancava a da delegacia Dinamitava o meu carro Parava o tráfego e ria
Meu amor O que você faria se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar Me diz o que você faria
Meu amor O que você faria se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar Me diz o que você faria Me diz o que você faria Me diz o que você faria..."
quarta-feira, 27 de março de 2013
ARESTAS...
segunda-feira, 25 de março de 2013
Terror de Te Amar "Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa. Que nenhuma estrela queime o teu perfil Que nenhum deus se lembre do teu nome Que nem o vento passe onde tu passas. Para ti eu criarei um dia puro Livre como o vento e repetido Como o florir das ondas ordenadas."
Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Obra Poética”
domingo, 24 de março de 2013
(um fim de tarde em Porto Alegre...)
"Para que as luzes do outro sejam percebidas por mim devo por bem apagar as minhas, no sentido de me tornar disponível para o outro."