sábado, 10 de novembro de 2012
NA PRIMEIRA MANHÃ...
"Na primeira manhã que te perdi
Acordei mais cansada que sozinha
Como um conde falando aos passarinhos
Como uma bumba-meu-boi sem capitão
E gemi como geme o arvoredo
Como a brisa descendo das colinas
Como quem perde o prumo e desatina
Como um boi no meio da multidão
Na segunda manhã que te perdi
Era tarde demais pra ser sozinha
Cruzei ruas, estradas e caminhos
Como um carro correndo em contramão
Pelo canto da boca num sussurro
Fiz um canto demente, absurdo
O lamento noturno dos viúvos
Como um gato gemendo no porão
Solidão."
Alceu Valença
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
ALQUIMIAS
(a Lua que vejo...)
Transmutação : Haloween e o signo de Escorpião
Amanda Costa
"O que é esse tal de Haloween? Por que é chamado de Dia das Bruxas? O Haloween é uma celebração dos países do hemisfério norte, cuja origem está no povo celta e seus rituais de Ano Novo. Os celtas adoravam a natureza e o Sol, considerado o maior de todos os deuses. Para este povo que dependia das forças da natureza e cuja forma principal de subsistência era pastoril, a divisão do ano era vinculada às estações do verão - quando levavam seus rebanhos para pastar - e do inverno - em que os rebanhos eram levados para os currais. No seu calendário, o início dessas estações correspondia, respectivamente, ao dia 1º de maio, chamado de Beltane e ao dia 1º de novembro, denominado Samhain. A mais importante era a data do Samhain, pois assinalava o início do ano, quando terminava a estação do Sol e iniciava a estação do frio e da escuridão. Posteriormente, passou a ser chamado de Haloween pelos povos de língua inglesa.
O Festival de Samhain/Haloween acontecia na noite de 31 de outubro para 1º de novembro, na qual se acendiam fogueiras imensas para anunciar a chegada do inverno e servir como calor e proteção contra os maus espíritos. Segundo Sir James George Frazer, no livro O ramo de ouro, nessa noite “as almas dos mortos revisitavam seus velhos lares para se aquecerem junto ao fogo e se reconfortarem com as homenagens (...) prestadas por seus parentes. (...) Não eram apenas as almas dos mortos que deviam pairar invisíveis (...), as bruxas esmeravam-se em seus atos malignos, algumas cruzando os ares com suas vassouras, outras galopando pelas estradas montadas em gatos que, naquela noite, se transformavam em cavalos negros como o carvão. Também as fadas andavam à solta, e duendes de todos os tipos vagavam livremente".
Com as invasões dos romanos, seus costumes se mesclaram aos já existentes. A festa romana de Pomona, deusa da abundância, das frutas e vegetais, por exemplo, também ocorria na mesma época, em 1º de Novembro. O elemento simbólico principal dessa deusa era a maçã. Depois, devido à disseminação da religião cristã por toda a Europa, essa data passou a ser chamada de Todos os Santos e era comemorada com fogueiras e desfiles com pessoas fantasiadas de mortos, anjos e demônios. Com o tempo, a data foi movida para 2 de novembro e denominada Dia de todas as Almas, honrando os mortos, conhecida hoje como Dia de Finados.
O Haloween celebrado na atualidade reúne todas essas festas e seus elementos simbólicos: fogos e fogueiras, fantasias de bruxas, mortos, caveiras, esqueletos, diabos, gatos, fadas, duendes, maçãs, doces. Em alguns lugares, é costume as crianças se fantasiarem e andarem em bandos batendo à porta das casas, dizendo a frase “travessuras ou gostosuras?”, ao que lhe devem ser oferecidas gostosuras, senão entram na casa aprontando e fazendo travessuras.
E com Astrologia, o que tem a ver? Todo esse imaginário é relacionado com o signo de Escorpião, por onde o Sol transita agora e que representa, no ciclo evolutivo, a morte, não como conclusão, mas como passagem para outro estado, numa outra qualidade de vida. Este signo de Água encerra o simbolismo dos processos de fermentação, de morte e regeneração cíclica, sob a dialética da destruição e da criação, de danação e redenção, do bem e do mal, do céu e do inferno. Na natureza, representa o momento de queda e decomposição das folhas (hemisfério norte). São associadas a esse signo as imagens de três animais: o escorpião, a serpente e a fênix, uma ave mitológica. A regência planetária de Escorpião está sob Plutão, o senhor do mundo subterrâneo e das profundidades inferiores.
Escorpião e Plutão se relacionam às situações limites, onde se exige um esforço extraordinário de autossuperação. Dessa maneira, mais forte e mais poderoso, o escorpião se ultrapassa, liberta-se de sua condição rastejante e se eleva, transmutando-se em ave, em águia, em fênix. A fênix sabe o momento de sua morte: quando essa hora é chegada, constrói um leito de folhas secas no pico mais alto de sua região e ali se deita, esperando que o sol queime lentamente as folhas. Após se consumir nas chamas, a fênix renasce das cinzas. Na ressurreição, a imortalidade da alma.
Boa alquimia para todos nós!"
Nasci no dia primeiro de novembro.
Escorpião por natureza.
Fênix quando a Vida pede.
Serpente em meus mistérios.
Das alquimias da minha alma,
Fênix quando a Vida pede.
Serpente em meus mistérios.
Das alquimias da minha alma,
(res) surjo aprendiz e apr(e)endida.
Das bússolas do caminho,
Das bússolas do caminho,
Amanda Costa traçou meu mapa,
apontou estrelas que me iluminam.
E vivo. E vivo...
E vivo. E vivo...
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Duas belezas que ensinam: a imensidão do mar e o infinito do horizonte.
Duas certezas: a finitude da Vida e a passagem do Tempo.
Dois aprendizados: guardar a essência das coisas e amar sem medo.
Duas conquistas: reconhecer meus abismos e encarar meus desassossegos.
Dois medos: de não dar conta da Vida e da Vida que não me dá conta de nada.
Dois passos: o que dei em direção ao amor e o primeiro do dia que amanhece.
Dois medos: de não dar conta da Vida e da Vida que não me dá conta de nada.
Dois passos: o que dei em direção ao amor e o primeiro do dia que amanhece.
Duas palavras: delicadeza e encanto.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
ANAFLOR
(rosa mineira...)
ANIVERSÁRIO
"A flor que és,
não a que possa comprar,
te venho oferecer.
Porque não tem preço
o que te ofereço.
E se me debruço a colher a pétala,
a terra inteira em teus dedos se desfolha.
E se a mais pura flor para ti desenho
a inteira pétala no nada se despenha.
Porque és a sombra do sonho em que anoiteço.
Morrer é ter terra finita.
E eu tenho a febre da inatingível margem.
Por isso encho de mar o teu olhar."
MIA COUTO
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
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