Que horas são?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Aniversário do BLOG






Helena Brito Pereira, sempre presente aqui no AMORANINHA mandou este presentinho lindo e delicado:


"Adeus paz que vi
aportar suavemente
irrigando a dor, devagar
desses meus olhos( tão permeáveis)
em rodopios, rolam gotas de mar."




Helena escreve com sensibilidade feminina e com as cores que a Vida se apresenta. Obrigada, Helena, muito obrigada pela poesia, pelo carinho e pela amizade que estamos construindo.

Aniversário do Blog

                                          (a delicadeza é amarela...)


                                        


E o blog continua recebendo o carinho dos amigos na celebração do  seu aniversário de um ano. Cada um deixa sua marca afetiva por aqui. 

Nydia Bonetti, poeta que encanta a todos nós, que admiro desde o primeiro poema que conheci, que sabe falar de amor com maestria   está presente.
Nydia Bonetti escreveu, embalou e enviou. E eu, cheia de orgulho, divido com vocês:




do que cantamos





poeta de verdade, não canta
a penas
suas próprias dores

canta as dores do mundo
e segue
acreditando na impossível cura



Obrigada pelo carinho, Nydia Bonetti. Que estejas sempre por aqui nos próximos anos.


               



"Qualquer idiota consegue ser jovem. É preciso muito talento pra envelhecer."


                              Millôr Fernandes




(objeto da Loja Maria Teresa Objetos Decorativos,Rua Tobias da Silva,174  Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, RS)






                      
                                           (recorte da loja Maria Teresa Objetos Decorativos)




“Falta tanta coisa na minha janela como uma praia / Falta tanta coisa na memória como o rosto dela / Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana / Sobra tanta falta de paciência que me desespero / Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo / Sobram tantos medos que nem me protejo mais / Sobra tanto espaço dentro do abraço / Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo / Sei lá se o que me deu foi dado / Sei lá se o que me deu já é meu / Sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu / Vai saber se o que me deu quem sabe / Vai saber quem souber me salve / Vai saber se o que me deu quem sabe / Vai saber quem souber me salve.”



Teatro Mágico




[A loja Maria Teresa Objetos Decorativos fica ali na Rua Tobias da Silva, 174  Bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre.]


domingo, 14 de outubro de 2012


                                (fotografei o céu florido de Porto Alegre)





"Nem toda palavra é aquilo que o dicionário diz.

Nem todo pedaço de pedra se parece com tijolo ou com pedra de giz.

Avião parece passarinho que não sabe bater asa. Passarinho voando longe parece borboleta que fugiu de casa.

Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar. 
Flor parece a gente,pois somos semente do que ainda virá.

A gente parece formiga lá de cima do avião.
O céu parece um chão de areia parece descanso pra minha oração.

A nuvem parece fumaça.Tem gente que acha que ela é algodão. Algodão as vezes é doce, mas as vezes é doce não.

Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar. E o dia parece metade quando a gente acorda e esquece de levantar.”


Fernando Anitelli - Teatro Mágico


                                                            (reflexões)
             



O ENTERRADO VIVO



"É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.

É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.

É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.

É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.

Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência."


(ANDRADE, Carlos Drummond de. OBRAS COMPLETAS. Rio de Janeiro, Aguilar, 1967, p. 81)