Que horas são?

terça-feira, 19 de junho de 2012

                                      (lucidez...)




"Não deveríamos chamar necessariamente de fracasso um amor que acaba; erigir a duração em valor é uma ideia perigosa, que pode transformar separações bem-vindas e necessárias em processos laboriosos e infinitos."


Contardo Caligaris, “Por que acaba um casal?”

segunda-feira, 18 de junho de 2012

                         (teimosamente, sonho...)



CECÍLIA MEIRELES


(…) ” São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.



Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos — linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel…”



(Do livro “Escolha o seu sonho“, Editora Record- Rio de Janeiro, 2002)

domingo, 17 de junho de 2012

                                           (poesia em flor...)




A POESIA COMO PROVA




"Janto em Teresina com o poeta português Ivo Machado. Ele me mostra um de seus incríveis cadernos de anotações. Escreve seus poemas no interior de quadrados imaginários que tomam só a metade de cada página. E com uma letra minúscula, "para que ninguém os consiga ler". Escreve para si e para ninguém mais. Escreve em segredo, transformando seus poemas em bordados.


Assombro-me com o caderno. É nesses pequenos vícios que se vislumbra a alma de um escritor. O afetuoso Ivo defende sua estratégia minimalista. A poesia é um bem muito precioso, cada vez mais precioso. Devemos protegê-la da fúria do presente. Lembra Ivo, então, de uma frase do Luis Cardoza y Aragon, o poeta guatemalteco falecido em 1992: "A poesia é a única prova concreta da existência do homem".



Envolta na voz de radialista de Ivo Cardoso, a frase fica a me martelar. Toca em um ponto, para mim, crucial: o que liga a literatura à vida. Nas horas mais difíceis, a literatura sempre me salva. Hoje mesmo, em um longo vôo entre Teresina e Recife, com uma estranha conexão em Brasilia, reli _ quase todo _ "O diário da queda", o lindo romance de Michel Laub. Uma gripe me rondava. Ando com problemas de família. Tenho viajado sem parar e isso, se me entusiasma, me cansa também. Em meio à exaustão, o livro de Michel _ como alguém que me amparasse depois de um tombo em 
plena rua _ me deu a mão e me ergueu. Obrigado por isso, Michel.



Nas horas mais absurdas, a literatura _ e já não sei mais separar literatura e poesia _ se torna a única prova de que existir ainda é possível. De que devemos persistir nos caminhos que escolhemos. Devemos apostar no inegociável. Repito a frase de Aragon como se ela me pertencesse _ e de fato já pertence. A poesia é a única prova concreta da existência do homem. Sim, a poesia, que nada deve a ninguém. A ciência tem suas teses e suas demonstrações. A religião, seus dogmas. A filosofia se ampara na armadura dos conceitos. Só a poesia não precisa de artefato algum para afirmar nossa existência. Ela basta, de fato, como prova de que estamos vivos.


Encontro em meu caderno de notas o endereço de Ivo Machado, que ele mesmo anotou com sua letra de calígrafo. O endereço, seguido de email e telefone, ocupa o centro de uma página, como se fosse um poema.Talvez seja um poema. O que é um poema? Em nossa mesa de jantar piauiense, cercados de amigos, havia algo de poético a nos rondar. Algo que afirmava nossa presença. Algo que, sem precisar de provas, provava que estávamos ali. E intensamente vivos."  



José Castello
é jornalista e escritor, colunista do suplemento Prosa & Verso, de O Globo, autor de "Vinicius de Moraes: O poeta da paixão" (Companhia das Letras, 1993), "Inventário das sombras" (Record, 1999) e "A literatura na poltrona" (Record, 2007), entre outros.



                                        (imagem do Google)





Pra começar a semana,  três filtros importantes que podem facilitar a vida e seus caminhos...

Boa semana!






sábado, 16 de junho de 2012

Música na árvore?





Sensibilidade para encontrar música na natureza...










(obra de Rosane Magoga exposta na loja Maria Teresa Objetos Decorativos)





Há dezesseis anos, 16/06/96  às 23h 46m, nascia a pessoa que transformou meus dias. A partir dele, nada ficou igual. Amor descoberto, poesia em cada etapa. Sorrisos, fraldas, noites inteiras sem dormir. A amamentação, todos os cuidados. A primeira palavra, os primeiros passos, meu coração partido quando ele ficava na escolinha.

Todas as angústias do mundo passaram a habitar meu coração desde o dia que ele nasceu. E todas as alegrias me visitaram. Cometo todos os erros, tenho buscado acertar sempre. Aprendemos um com o outro, a cada conflito. Somos parecidos, temos todas as afinidades e todas as divergências. Tudo ao mesmo tempo e agora. Como eu, ele gosta da palavra, das coisas ditas, da mensagem direta, mas há momentos em que só um abraço e o silêncio podem traduzir sentimentos.
Ele cresceu, (muito!!), tem barba agora. Para olhar em seus olhos  preciso levantar os meus, posso pedir abraço e colo.

Hoje é aniversário do meu filho. Desejo a ele um caminho de luz, alegrias e bençãos, que saiba fazer boas escolhas, que ame e seja amado, que conquiste todos os seus sonhos, que seja ético em suas relações e tenha lucidez para dizer NÃO aos apelos negativos. Que saiba reconhecer o amor quando ele se apresentar, que não se deixe enganar pelos atalhos da Vida e que receba a proteção Divina por todos os dias da sua Vida.

Todo o meu amor,


Ana Maria
 



             (Numa exposição no Shopping Moinhos)





E a música sempre pode renovar nossas esperanças, dar novo ritmo à vida e ensolarar os cantinhos mais escuros da alma.




Clique no link e ouça mais de mil e quinhentas músicas italianas. Para emocionar e sonhar.



http://italiasempre.com/verpor/mp32.htm





                                             (pelos jardins da PUC/RS)




Tsuru é uma ave, espécie da família dos grous (cegonhas), nativa do Japão  e têm expectativa de vida de mil anos. Ave-símbolo da cultura japonesa e da técnica de dobradura chamada origami, ele representa a longevidade, a prosperidade e a felicidade.



Reza a lenda japonesa que quem dobrar mil figuras do TSURU, desejando fortemente, será atendido em seu pedido e receberá boas energias. 


O origami é uma técnica que encanta, serena a alma, alivia a mente. Requer atenção em cada passo, em cada dobra do papel. Ajuda a organizar pensamentos dispersos e dar clareza ao que não se ouve em meio aos ruídos das horas.


Pra começar o fim de semana, desejando momentos de alegria e beleza, um vídeo que ensina a dobrar TSURU... 


Bom fim de semana!




http://www.origamiplayer.com/showorigami_ch_h5.php?origami=crane&sel=0&norot=0&paper=&scissor=0&title=Crane