Que horas são?

sábado, 7 de abril de 2012

BACH, SUBLIME!




1. Coro I & II & Chorale: Kommt, ihr Töchter, helft mir klagen -- O Lamm Gottes unschuldig (0:00)
2a. Evangelist, Jesus: Da Jesus diese Rede vollendet hatte (7:29)
3. Chorale: Herzliebster Jesu, was hast du verbrochen (8:18)
4a. Evangelist: Da versammleten sich die Hohenpriester und Schriftgelehrten (9:08)
5. Recitativo (alto, flutes): Du lieber Heiland du (12:30)
6. Aria (alto, flutes): Buß und Reu (13:39)
7. Evangelist, Judas: Da ging hin der Zwölfen einer mit Namen Judas Ischarioth (18:56)
8. Aria (soprano, flutes): Blute nur, du liebes Herz! (19:34)
9a. Evangelist: Aber am ersten Tage der süßen Brot (24:23)
10. Chorale: Ich bin's, ich sollte büßen (26:54)
11. Evangelist, Jesus: Er antwortete und sprach (27:43)
12. Recitativo (soprano, oboe d'amore): Wiewohl mein Herz in Tränen schwimmt (30:59)
13. Aria (soprano, oboe d'amore): Ich will dir mein Herze schenken (32:28)
14. Evangelist, Jesus: Und da sie den Lobgesang gesprochen hatten (36:14)
15. Chorale: Erkenne mich, mein Hüter (37:28)
16. Evangelist, Peter, Jesus: Petrus aber antwortete und sprach zu ihm (38:34)
17. Chorale: Ich will hier bei dir stehen (39:42)
18. Evangelist, Jesus: Da kam Jesus mit ihnen zu einem Hofe, der hieß Gethsemane (40:50)
19. Recitativo (tenor, flauti dolci, oboe da caccia) and Coro II: O Schmerz! Hier zittert das gequälte Herz -- Was ist die Ursach aller solcher Plagen? (42:33)
20. Aria (tenor, solo oboe, flutes) and Coro II: Ich will bei meinem Jesu wachen -- So schlafen unsre Sünden ein (44:22)
21. Evangelist: Und ging hin ein wenig, fiel nieder auf sein Angesicht und betete (49:42)
22. Recitativo (basso): Der Heiland fällt vor seinem Vater nieder (50:32)
23. Aria (basso): Gerne will ich mich bequemen, Kreuz und Becher anzunehmen (51:48)
24. Evangelist, Jesus: Und er kam zu seinen Jüngern und fand sie schlafend (56:58)
25. Chorale: Was mein Gott will, das gscheh allzeit (58:24)
26. Evangelist, Jesus, Judas: Und er kam und fand sie aber schlafend (59:37)
27a. Aria (soprano, alto, flutes, oboes) and Coro II: So ist mein Jesus nun gefangen -- Laßt ihn, haltet, bindet nicht! (1:02:18)
28. Evangelist, Jesus: Und siehe, einer aus denen, die mit Jesu waren, reckete die Hand aus (1:07:22)
29. Chorale: O Mensch, bewein dein Sünde groß (1:09:57)


Nikolaus Harnoncourt
Concentus Musicus Wien
King's College Choir Cambridge
1970






"Se eu fosse para a terra do nunca,
teria tudo o que quisesse numa cama de nada:


os sonhos que ninguém teve quando
o sol se punha de manhã;


a rapariga que cantava num canteiro de flores vivas;
a água que sabia a vinho na boca de todos os bêbedos.


Iria de bicicleta sem ter de pedalar,
numa estrada de nuvens.


E quando chegasse ao céu,
pisaria as estrelas caídas num chão de nebulosas.


A terra do nunca é onde nunca
chegaria se eu fosse para a terra do nunca.


E é por isso que a apanho do chão,
e a meto em sacos de terra do nunca.


Um dia, quando alguém me pedir a terra do nunca,
despejarei todos os sacos à sua porta.


E a rapariga que cantava sairá da terra
com um canteiro de flores vivas.


E os bêbedos encherão os copos
com a água que sabia a vinho.


Na terra do nunca,
com o sol a pôr-se quando nasce o dia."




Nuno Júdice in: As coisas mais simples (2006)


Leandro Karnal - Temor e Tremor - CPFL Cultura








Quando vivemos um feriado religioso tão importante e, quase sempre mergulhamos no sentido comercial da data, vale refletir sobre o sentido da religião em nossas vidas. Neste vídeo as reflexões à luz da filosofia e da história sinalizam novas nuances do medo. Durante a conversa podemos identificar aspectos do medo em toda a sua complexidade. 


Leandro Karnal é esclarecedor e instigante em sua fala. Ao fim, herdamos interrogações e reticências e quem sabe algumas certezas.



"Leandro Karnal é graduado em Història e Filosofia, doutorado em História pela USP, pós doutorado na UNAM do México e no CNRS de Paris. Além disso, é professor e coordenador da pós graduação da Unicamp e autor de diversos livros, entre eles "História dos Estados Unidos" e "Teatro da Fé", e co-autor do recente "Religiões que o mundo esqueceu" e "História da Cidadania"."



quarta-feira, 4 de abril de 2012

                        (um cantinho especial na loja Maria Teresa  Objetos Decorativos)






FAGULHA



"Abri curiosa
o céu.
Assim, afastando de leve as cortinas.
Eu queria rir, chorar,
ou pelo menos sorrir
com a mesma leveza com que
os ares me beijavam.

Eu queria entrar,
coração ante coração,
inteiriça,
ou pelo menos mover-me um pouco,
com aquela parcimônia que caracterizava
as agitações me chamando.

Eu queria até mesmo
saber ver,
e num movimento redondo
como as ondas
que me circundavam, invisíveis,
abraçar com as retinas
cada pedacinho de matéria viva.

Eu queria
(só)
perceber o invislumbrável
no levíssimo que sobrevoava.

Eu queria
apanhar uma braçada
do infinito em luz que a mim se misturava.

Eu queria
captar o impercebido
nos momentos mínimos do espaço
nu e cheio.

Eu queria
ao menos manter descerradas as cortinas
na impossibilidade de tangê-las

Eu não sabia
que virar pelo avesso
era uma experiência mortal"


Ana Cristina César
Rio de Janeiro, 1952-1983




(Maria Teresa Objetos Decorativos

Tobias da Silva,174 Bairro Moinhos de Vento
Porto Alegre Rio Grande do Sul)



terça-feira, 3 de abril de 2012






CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO




"Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas."


Carlos Drummond de Andrade








Cinepoema






"O preto no branco
Manuel Bandeira

O preto no banco
A branca na areia
O preto no banco
A branca na areia
Silêncio na praia
De Copacabana.

A branca no branco
Dos olhos do preto
O preto no banco
A branca no preto
Negror absoluto
Sobre um mar de leite.

A branca de bruços
O preto pungente
O mar em soluços
A espuma inocente
Canícula branca
Pretidão ardente.

A onda se alteia
Na verde laguna
A branca se enfuna
Se afunda na areia
O colo é uma duna
Que o sol incendeia.

O preto no branco
Da espuma da onda
A branca de flanco
Brancura redonda
O preto no banco
A gaivota ronda.

O negro tomado
Da linha do asfalto
O espaço imantado:
De súbito um salto
E um grito na praia
De Copacabana.

Pantera de fogo
Pretidão ardente
Onda que se quebra
Violentamente
O sol como um dardo
Vento de repente.

E a onda desmaia
A espuma espadana
A areia ventada
De Copacabana
Claro-escuro rápido
Sombra fulgurante.

Luminoso dardo
O sol rompe a nuvem
Refluxo tardo
Restos de amarugem
Sangue pela praia
De Copacabana..."




Vinicius de Moraes



Rosa Passos - Sábado em Copacabana

Para ouvir lendo a postagem acima...Infelizmente, só estou conseguindo postar vídeos separadamente.






segunda-feira, 2 de abril de 2012





Há lugares que são uma ponte para um mundo iluminado e feliz. Há pessoas que nos iluminam com sua presença. Maria Teresa Taschetto  é uma pessoa assim, iluminada. Tem sorriso generoso e faz da vida uma poesia constante.









Com a sua loja, a MARIA TERESA OBJETOS DECORATIVOS  não poderia ser diferente. É um lugar alegre, tem luz própria, tem encantos infinitos.

Fui visitar a loja na semana passada e fiquei encantada com a decoração e os objetos para a Páscoa. 






Tudo é delicado, poético cheio de significados, vai além da decoração e explora nossos sentidos.








A Páscoa é renascimento. É vida  nova, mudar a pele que incomoda, os sentimentos que intoxicam. É  (re)conexão, consigo, com os outros e com a Vida.







Os coelhinhos são os jogos lúdicos que enfeitam estes dias. Trazem alegria ao ambiente, encantam as crianças e os adultos que souberam cultivar sua criança interior.







Todas estas delicadezas estão na loja da Maria Teresa, ali na rua mais charmosa do Moinhos de Vento, a Tobias da Silva. Um lugar que traz   a sua assinatura garante encantamento o ano todo.





                                           (sempre me perco por lá...)






Maria Teresa Objetos Decorativos  


Tobias da Silva,174   Bairro Moinhos de Vento
Porto Alegre   Rio Grande do Sul